SEDE DE SANGUE: Muito bom! talvez cause estranhamento aos
olhos do público em geral, mas nem tanto aos dos cinéfilos da Mostra. Não atinge a excelência de "Oldboy", longa anterior do mesmo diretor, mas consegue ser ainda mais inventivo. Neste predomina o tom hilariante das situações cômicas, ainda que sob o pretexto de "terror". Poderia ser um pouco mais curto, ter reduzida uma ou outra sequência, mas ainda assim vale conferir. Merecido o Prêmio do Júri em Cannes 2009 (a exemplo do que já aconteceu com "Oldboy" em 2004). Veja!!
olhos do público em geral, mas nem tanto aos dos cinéfilos da Mostra. Não atinge a excelência de "Oldboy", longa anterior do mesmo diretor, mas consegue ser ainda mais inventivo. Neste predomina o tom hilariante das situações cômicas, ainda que sob o pretexto de "terror". Poderia ser um pouco mais curto, ter reduzida uma ou outra sequência, mas ainda assim vale conferir. Merecido o Prêmio do Júri em Cannes 2009 (a exemplo do que já aconteceu com "Oldboy" em 2004). Veja!!
A FITA BRANCA: Não há uma única imagem ou diálogo sobrando no roteiro. Jogo bastante intricado de significantes. As metáforas pululam, embora sutilmente e praticamente imperceptíveis. Filme sobre o convívio humano. o Ser humano é - se apropriando da parte da fala de uma das personagens - é o lugar por excelência da maldade, inveja, ignorância e brutalidade. Da hipocrisia também, pode ser acrescentado. Tudo a conduzir à guerra, sob o pretexto de vingança. Há espaço para a esperança, representada pela criança que cuida do pássaro ferido. A pureza de seu ato prescinde da fita branca que seu irmão carrega a mando do pai com o intuito de que se lembre de ter uma conduta pura. Não é um filme fácil, mas maravilhoso. O Balaio indica. Corra ver!
Um comentário:
Pensei que eu ia gostar mais de sede de sangue. Como voc~e disse, é longo demais. Mas o que me incomodou é que ele é muito ambicioso, muito cheio de idéias, muitas delas sobram, não ajudam no roteiro. Quer ser podreira e sensível ao mesmo tempo e aí não rola. O último terço do filme é o melhor, justamente quando a Kim Ok toma as rédeas da história e a coisa fica bem divertida.
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