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sábado, 30 de janeiro de 2010

KOLOMBOLO DIÁ PIRATININGA


É quase carnaval!!!
Já em tempo (e escusas pelo lugar comum) de esquentar os tamborins. Já devem estar fervendo, na verdade.
Showzaço de samba ontem no Sesc Pompeia, com o Kolombolo Diá Piratininga. Gente nova fazendo samba da mais alta qualidade (outro lugar comum, mas cabe!).
E participações especialíssimas, com representantes da velha guarda de várias escolas de samba paulistas. Para este escriba, momento máximo da noite: "... Quem nunca viu o samba amanhcer, vai no Bixiga pra ver..."!! Sensacional! E emocionante.
Hoje o Passado de Glória encerrra o projeto Comunas do Samba, com participação do portelense Monarco.
Amanhã dia também especialíssimo. Último encontro antes do Carnaval na Praça do Samba, com o povo do Kolombolo. E feijoada das Tias Baianas Paulistas (que foram outro grande momento dentro do Projeto Comunas do Samba) !!!! Imperdível!

domingo, 24 de janeiro de 2010

SHOWS de 2009

Prosseguindo com a lista dos melhores do Balaio em 2009.
Agora com os melhores shows musicais.
De início já lamento não ter conferido a apresentação do AC/DC. Ingressos a preços proibitivos em época de contenção de despesas e vacas magras. Não deu. De lamentar saber que foi um puta show. Fazer o quê? C'es la vie.
Lamento também não ter conferido nenhum dos shows da banda Numismata, em especial a apresentaçao de lançamento do novo CD Chorume no Sesc Pompeia. Não só por ser a banda do grande compositor Adalberto Rabello (e não é por ser conhecido meu que o digo; se eu não achasse, não diria), mas porque já fiquei sabendo que foi uma apresentaçao memorável. O CD só agora começo a ouvir, recém adquirido. De fato, não foi à toa a repercussao positiva que tiveram durante o ano.
Se estes estão excluídos da lista que segue abaixo, também estão fora os vistos na Virada Cultura 2009, pela especialidade do evento. Mas vale mencionar alguns bons e/ou divertidos shows vistos naquela ocasião: Zeca Baleiro, Odair José, Benito de Paula, Iara Rennó (impressionante show baseado em Macunaíma), Curumin, alguns do palco "Toca Raul", NOVOS BAIANOS (!!!), Central Band Scrutinizer. e por aí vai!
À lista então. E se as listas até agora publicadas neste espaço já tiveram uma certa dificuldade na sua elaboração, a de agora (bem como a de filmes que virá nos próximos dias) começa a complicar.
Pra facilitar a enumeração, optei por separar por "categorias".

INSTRUMENTAL

A melhor apresentação instrumental que vi foi o encontro entre a gaúcha "Pata de Elefante" e a matogrossense "Macaco Bong". Rock instrumental de primeiríssima qualidade! Dia 08/03/09, no Itaú Cultural.

INTERNACIONAL

Belíssima apresentação de um grupo que toca tango com uma concepção de show um tanto, digamos, rock'n'roll: Orquestra Típica Fernandez Fierro, da Argentina, dia 01.03.09 no Auditório Ibirapuera (aliás, um dos melhores locais para ver shows atualmente!).

NOVOS NOMES

Dois shows que me chamaram muita atenção, de nomes novos no universo musical brasileiro. JONAS SÁ e MARIANA AYDAR.
Jonas é uma figura ímpar. Animadíssimo, com disposição inversamente proporcional à sua estatura. Muita pegada pop, um show simples mas empolgante. Pra ir embora leve e cantarolando as faixas de seu álbum, "Anormal" ! Dia 01.09.2009, na Choperia do Sesc Pompeia.
Mariana já nem é tão novo nome assim. Está no segundo CD, "Peixes Pássaros Pessoas". Mas continua evoluindo. Que simpatia de mocinha! Como é bom ver uma mulher bonita, com presença de palco ímpar e ainda por cima cantando muito bem! No Centro Cultural São Paulo em 08.12.2009.

ESPECIAIS

Vários dignos de nota. Fico aqui com 5:

1) LANÇAMENTO DO CD "PRATA DA CASA - 10 ANOS", com participações de Fabiana Cozza, Quinteto em Branco e Preto, Cérebro Eletrônico, Mariana Aydar, B Negão... Choperia do Sesc Pompeia, dia 18.12.2009

2) ATAULFO 100 ANOS - Da série de shows que comemorou o centenário de nascimento do mais elegante sambista brasileiro, vi a dobradinha Anelis Assumpção e Ataulfo Alves Jr. Ele, evidentemente, filho do homem. Ela, filha de Itamar, que também dedicou um disco inteiro a Ataulfo. Belo show. O repertório, por si só, já valeria, mas as atuações contribuíram muito. Dia 19.09.2009 no Centro Cultural São Paulo.

3) CRUEL - Homenagem a Sérgio Sampaio. Outro show que só pelo setlist já valeria o ingresso. Participação de Luiz Melodia, que parece estar em todos os shows especiais e homenagens. É só chamar que o cara vem! Mas o sujeito canta muito e tem um carisma ímpar! Participações ainda de Zeca Baleiro e do ótimo Jards Macalé. E valeu também pra conhecer Márcia Castro. Show pra sair querendo botar o bloco na rua!!! Dia 05.07.2009, no Sesc Pinheiros.

4) GAINSBOURG IMPERIAL - Mesmo com os defeitos técnicos durante a apresentação e com a Orquestra Imperial não tão a vontade com o repertório, foi um show histórico. Dia 04.09.2009, no Sesc Pinheiros.



5) ENCERRAMENTO DAS ATIVIDADES DO VILLAGIO CAFÉ - Não se tratou propriamente de um show. Amigos da casa subiram ao palco para homenagear o bar, que fez história nos últimos 18 anos em Sampa. O fechamento, obviamente, tinha sua carga de tristeza, mas o clima geral era de casa de amigos, cordial e feliz. Se é de se lamentar, também é de se buscar novos endereços para a boa música. Não tarda a acontecer. Dia 29.08.2009, no extinto Villagio Café.

KARNAK

Karnak é uma categoria a parte! Sempre bom ver a trupe, mesmo quando não ensaiam! E os projetos especiais envolvendo a banda são sempre no mínimo curiosos, como o "Sotaques Paulistas", em homenagem ao aniversário da cidade no começo do ano passado, com participações de Fortuna, Zeca Baleiro, um grupo de tambores japoneses, etc... E como todo fim de ano, show de aniversário da banda. Emociona mesmo com o velho e bom repertório "batido". Ambos os shows no teatro do Sesc Pompeia, dias 24.01 e 13.12.2009.


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Clipes do Balaio # 26 - 1/2 Dúzia de 3 ou 4 e sua Geyse

Manter este espaço, ainda que com cada vez mais raras inserções (não é fácil conciliar com o trabalho em área profissional sem nenhuma ligação com o universo da internet), já me possibilitou em mais de uma ocasião ter contato, inédito ou maior, com algo rapidamente adotado como objeto de predileção.
Foi assim com o Caipirinha Appreciation Society (cujo link encontra-se na barra lateral direita deste blog e merecerá uma postagem no futuro). E foi assim também com o inteligente som do "1/2 Dúzia de 3 ou 4" (muito bom o nome, diga-se de passagem).
Tomei contato com o trabalho desta trupe por ocasião do encerramento das atividades do saudoso Villagio Café, quando, ao escrever sobre a notícia, recebi a visita do 1/2 Dúzia.
O site da banda é muito bem feito e bastante ilustrativo do som que fazem, além da fina ironia e do inteligentíssimo humor. Se rasgo a seda é porque de fato fiquei fã dos caras.
É clara a influência da chamada Vanguarda Paulistana (há um "quê" de Itamar Assumpção, de Arrigo Barnabé e, é claro, de Grupo Rumo, de Premeditando o Breque e até de Joelho de Porco e Zé Rodrix) e da Tropicália e Tom Zé (dá-lhe Tom!), além de beber na fonte de Chico Buarque a André Abujamra e Maurício Pereira, entre tantos e tantos outros (todos os citados mais que cultuados por mim). É o que bastou para me fisgar.
Mas se já não bastasse, o "1/2 Dúzia de 3 ou 4" , mostra-se um grupo antenado.
Quer um exemplo?
Então antes de se aventurar no belo site da banda e de mergulhar no Myspace dos sujeitos, dê uma olhada no vídeo abaixo!
Apropriando-se do "Caso Geysi" fizeram uma letra pra lá de inteligente, com citação de "Geni e o Zepelin", focando a transformação da fulana de vítima em celebridade. O jogo de palavras no melhor estilo Luiz Tatit é sensacional ("Geysi em grená/Pra Geysi engrenar"). O vídeo então nem se fale! Para se ver várias vezes até conseguir caçar todos os detalhes. Desde Tom Zé de "pinguim de geladeira", até a figuraçao de ex-BBBs ao lado da aparecida do momento, passando pela escalada pelos logos das emissoras de TV.
Muito bom!
Confira:



PS: tem show do "1/2 Dúzia de 3 ou 4" na Praça Roosevelt, no próximo sábado, dia 19!

sábado, 5 de setembro de 2009

Na cadência bonita do samba

No dia 02.05.1909 nascia, em Miraí/MG, o cantor e compositor Ataulfo Alves.
Em 02.05.2009, centenário de seu nascimento, muito pouco se falou a respeito. Pai de incontáveis sambas memoráveis, é mesmo estranha a apatia da imprensa, exceção feita a um ou outro veículo especializado. Televisão então, nem dá para contar mais.
A história musical do Mestre Ataulfo tem início quando já radicado no Rio de Janeiro: em 25.04.1933, Almirante grava Sexta-feira. Desde então foram inúmeros sucessos, nunca menos que um por ano. Seus primeiros sucessos foram Pelo Amor Que Tenho a Ela (1936, parceria com Antônio Almeida), Até Breve (1937, com Cristóvão de Alencar), Errei, Erramos (1938), Meu Pranto Ninguém Vê (1938, com Zé da Zilda), Sei que é Covardia (1939, com Claudionor Cruz), Ó Seu Oscar (1940, com Wilson Batista), O Bonde de São Januário (1941, com Wilson Batista), Leva meu Samba (1941).
1942 foi o ano estouro da canção que se tornaria o maior sucesso deste compositor, um dos que possuem maior repertório já gravado: Ai Que Saudades de Amélia, parceria com Mário Lago. Atire a primeira pedra quem nunca cantarolou "Amélia..."! Atire a Primeira Pedra, aliás, é o título de outro enorme hit de Ataulfo, novamente em parceria com Mário Lago (1943).
Impossível enumerar todos os seus sucessos, que são muitos. Destaco, além das canções já citadas, Errei Sim (1950), Mulata Assanhada ("... que passa com graça/fazendo pirraça/fingindo inocente/tirando o sossego da gente", de 1956), Meus Tempos de Criança ("... que saudade da professorinha...", também de 1956), Vai, Mas Vai Mesmo (1959), Corda e Caçamba (1962), Na Cadência do Samba (1962, com Paulo Gesta), Laranja Madura (1966) e Você Passa Eu Acho Graça (1968, com Carlos Imperial).
A ausência de comemorações começa, enfim, ser parcialmente compensada agora, com o lançamento dos dois CDs do projeto "Ataulfo Alves 100 Anos". Também boa a programação do Centro Cultural São Paulo, que neste mês homenageia o mestre com uma série de shows: Elza Soares e Milena, Maria Alcina e 2ois, Alaíde Costa e Ferriani, Fabiana Cozza e Mateus Sartori, Zezé Motta e Graziela Medori e Ataulpho Alves Jr. e Anelis Assumpção. Anelis, filha de Itamar Assumpção, já havia feito show à frente de sua banda Dona Zica em homenagem a Ataulfo, alguns anos atrás. Vale lembrar ainda que Itamar também tem um disco só com músicas do compositor.
Veja abaixo as datas dos show. Os ingressos são gratuitos e devem ser retirados com duas horas de antecedência.
05/09, 19h - Elza Soares e Milena
06/09, 18h - Maria Alcina e 2ois
12/09, 19 h - Alaíde Costa e Verônica Ferriani
13/09, 18 h - Fabiana Cozza e Mateus Sartori
19/09, 19 h - Ataulpho Alves Jr. e Anelis Assumpção
20/09, 18 h - Zezé Motta e Graziela Medori
Fonte bibliográfica: "A Canção no Tempo - 85 anos de Músicas Brasileiras", vols. 1 (6ª ed.) e 2 (5ª ed.), de Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello, Editora 34

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Agradecimentos


Nunca este espaço amador, atividade secundária deste blogueiro principiante, foi tão visitado como nestes últimos 15 dias.
Quero agradecer nesta postagem - único intuito dela -, os visitantes já sócios do espaço e os novos amigos que por aqui passaram para deixar seus pitacos:
- aos mais constantes visitantes: o balconista Adilson Thieghi, do Bar1211, e o "fornecedor de cinematinoina viciantus" do Cinemadicto, Roger Tahira;
- aos hermanos do Quiero Vale Quatro, salud! (como acharam o Balaio!?!?!);
- ao povo do Minerva Pop, em especial ao Anselmo, um abraço;
- ao grupo Meia Dúzia de 3 ou 4, galera que faz um som muito bom e participou deixando seus pitacos sobre o fechamento do Villaggio Café, meus agradecimentos e minhas felicitações pelo ótimo som!
É com satisfação que recebi o comentário de todos vocês e a visita de tantos outros anônimos.
Também não poderia deixar de comentar, extremamente envaidecido, a visita ilustríssima do cantor/compositor/ator Maurício Pereira, que não só visitou o blog como ainda mandou por twitter a todos os seus contatos o texto sobre o Villaggio. Para um fã como eu, seguidor de seu trabalho tanto solo quanto à frente do Turbilhão de Ritmos (eu estava presente na plateia na gravação desse show!) ou com Os Mulheres Negras, não há maior honra e estímulo para continuar, ainda que com mal traçadas linhas.
Mais uma vez, obrigado a todos!

Um Anormal

Jonas Sá complica a vida de todos que pretendam rotulá-lo. Ele faz música. E ponto. Seu som varia entre o pop a la Lulu Santos - com letras bem mais "alternativas", é bom que se diga - ao heavy metal. As letras, aliás, tanto podem ser em português, como a que dá título ao seu primeiro CD, "Anormal", como em inglês (a maioria), ou ainda em espanhol, como no mambo ou no delicioso chachacha que executa nos shows, repertório de seu próximo CD, "Tropical". A maioria de suas canções têm quilate para agradar ao "grande público", virando hit em rádio ou em novela da Globo, e aos mais exigentes críticos.
No palco, o baixinho ainda arrebenta em performances. Sua "dancinha" situa-se entre o cômico e o contagiante. Um China (Sheik Tosado, Del Rey) ainda mais acelerado.
A banda que lhe dá apoio tem talento de sobra. Basicamente formada pela ótima "Do Amor" - banda base também de Nina Becker e de Caetano Veloso -: Ricardo Dias Gomes (baixo), Gabriel Bubu e Gustavo Benjão (guitarras), Marcelo Callado (bateria) e Daniel Vasques (sax). No showzaço que acabo de ver no Sesc Pompéia, dentro do projeto "Prata da Casa", apenas o guitarrista Gabriel Bubu não complementava o elenco - ensaia para o especial "Gainsbourg Imperial", nesta quinta e sexta -.
Não conhece Jonas Sá? Não? Então busque conhecê-lo: www.myspace.com/jonassah.
Também vale a pena ler a reportagem de Bravo! sobre os novos nomes da nova música brasileira.

sábado, 29 de agosto de 2009

Fim de uma história musical


Infelizmente nem tudo acaba do jeito que gostaríamos que terminasse. Coisas da vida, diriam os mais doutos na arte de se equilibrar entre as idas e vindas, entre os altos e baixos dos acontecidos. Nem só de anunciar boas novas vivem as notícias, por falar em vida. Nem todas elas são alegres. Há as de morte, as de fim, enfim.
Nessa última categoria a que passo a desenvolver.
Quem me conhece já deve ter ouvido eu contar entusiasmado a minha primeira "balada" em São Paulo, em junho de 97, após uma frustrada festa junina no colégio "Santa Marcelina". Brevemente relatarei para ilustrar a importância do Villagio Café em minha história aqui em Sampa.
Pois bem. Noite de São João de 1997.
Nos primeiros seis meses desde que cheguei de Tatuí (Capital da Música, Cidade Ternura!) morei em uma pensão para estudantes na Rua Itamarati, proximidades do estádio do Pacaembu. A estratégia era ter tempo para ver com calma apartamento e colega para rachar o aluguel. Luciano, o "Goiano", foi quem dividiu comigo (e mais tarde com meu irmão mais novo) o tal apartamento. Antes disso Goiano já tinha se tornado amigo de bagunça. Foi dessa forma que aceitei o convite para ir à festa junina do Colégio Santa Marcelina. Eu recém ingressado na faculdade, não estava longe em termos de idade daquelas menininhas bonitinhas que víamos diariamente saindo do 3º colegial. O que não pensamos foi que por se tratar de uma festa de colégio, e de freiras, as tais menininhas, evidentemente, não se misturariam além das panelinhas de amigos. Pior: não contávamos que antes mesmo das 23 horas, tocando um grande sino de mão, uma das freiras viesse acabar a festa ("-Acabou, gente!", dizia ela), seguindo-se um suceder de luzes apagadas, som desligado, últimos quentões servidos.
Voltamos frustrados - e putos - para a pensão. Aí entra o terceiro personagem dessa história. Paulão, o psicólogo-filósofo-boêmio de Alagoas.
Paulo era psicólogo em Maceió e estava em São Paulo para concluir o Mestrado em fenomenologia na PUC. Gente boníssima, sempre nos propagandeava as boas noites de chorinho no Bixiga. Após sua garrafa semanal de vodka, lá ía o sujeito para suas andanças aos finais de semana no famoso bairro paulistano.
" - Que merda de boêmios vocês são para chegarem em casa antes das 23 horas? 'Vamo' embora comigo. Vou levar vocês para conhecer o Bixiga!"
Sexta-feira. Nas bancas, a Folha de São Paulo havia lançado naquele dia seu Guia da Folha. Já no táxi, com seu Guia da Folha nº 1 que trazia na capa reportagem sobre o Terraço Itália, Paulão, sem se importar com sua camiseta furada no suvaco, nos pediu permissão para, antes de irmos à esbórnia, nos levar para o tal alardeado restaurante com sua "bela vista da metrópole". Fomos apenas ao bar do Terraço Itália, mas que foi suficiente para nos deleitarmos com a vista (sim, era mesmo maravilhosa) e os fogos pululando aqui e ali na cidade. Era noite de São João, como já dito. A cereja do bolo: o garçom, Seu Raimundo, também era alagoano de Maceió. Rapidamente criou-se um vínculo de cumplicidade entre nosso anfitrião e o bom atendente. Na hora da conta, o chorinho de stenheger foi maior que as próprias doses. Por falar em chorinho, foi trançando as pernas que nos levantamos para enfim ouvir um, no tal Bixiga.
Noite que Paulão fez questão de nos levar a todos os bares da 13 de Maio, sem pagar entrada , já que " - Trouxe os meninos para conhecer a casa, só entar, tomar uma cerveja e sair", não sem antes ligar para Maceió para prestar contas a patroa - eram já três e meia da manhã quando fez a ligação - e passar o telefone para que a mulher "conhecesse os meninos", a esta altura já bem embriagados.
Se a noitada marcante de iniciação noturna em Sampa terminou com o rock - e com mais cerveja - do Café Piu Piu, ela começou com o fantástico ambiente de chorinho do Villagio Café.
O lugar era fabuloso. Pequeno mas aconchegante, o som maravilhoso. Inúmeras outras vezes voltei ao lugar, inclusive levando amigos e pessoas de fora quando vinham para São Paulo.
Pelo palco do pequeno bar da Praça Dom Orione passaram vários nomes já consagrados ou que viriam a se consagrar depois no cenário musical.
A casa sempre primou, desde sua fundação em 1992, pela qualidade da programação, isso é fato. Mas a mudança de endereço, deixando para trás a charmosa localização de outrora e se instalando na barulhenta e comercial esquina Teodoro Sampaio/Henrique Schauman talvez tenha sido o início do fim que agora se anuncia. O Villaggio Café noticiou o encerramento de suas atividades.
Se você leu este texto até aqui talvez tenha se interessado pelo lugar. E se a notícia não é alegre, cumpre então festejar ao menos a história do lugar, de quase 18 anos. Se antes mesmo de completar a maioridade já deixa órfãos vários apreciadores da boa música, que seja feita ao menos uma boa festa de despedida. E é exatamente isso que os sócios da casa resolveram fazer.
Este sábado, dia 29, será a última noite de funcionamento da casa. Provalvemente casa lotada de amigos e músicos. Músicos que irão se revezar, a partir das 21 horas, no palco aberto para quem quiser tocar, sem roteiro determinado, homenageando o Villaggio Café.
Não haverá cobrança de couvert e a alegria promete tomar conta do lugar, ainda que com a emoção natural de uma despedida, de um fim anunciado. Mas sem que uma freira venha tocar um sino de mão. Que novas luzes se acendam em outros cantos.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Gainsbourg Imperial!!!!

Melhor que explicar é copiar o texto oficial, retirado do site do SESCSP:


ANO DA FRANÇA NO BRASIL

GAINSBOURG IMPERIAL
SESC Pinheiros

Dia(s) 03/09, 04/09 Quinta e sexta, às 21h.

A Orquestra Imperial apresenta show dedicado à obra de Serge Gainsbourg, um dos maiores cantores e compositores franceses do século XX. O show conta com o encontro inédito nos palcos de Jane Birkin, grande musa e esposa do artista francês e Caetano Veloso, além da participação de compositor e arranjador Jean-Claude Vannier, parceiro histórico de Gainsbourg. O show integra a programação oficial do Ano da França no Brasil. Parceria: Consulado Geral da França, Cultures France e Alliance Française. Duração: 1h40. Teatro Paulo Autran. Não é permitida a entrada após o início do espetáculo. Ingressos à venda pelo sistema INGRESSOSESC, a partir de 26/08, às 14h.

Não recomendado para menores de 10 anos

R$ 40,00
[inteira]
R$ 20,00
[usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante]
R$ 10,00
[trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]
Segundo informações me passadas por uma atendente do SESC, serão vendidos apenas dois ingressos por pessoa. O show é bom e será concorrido. Melhor comprar hoje se quiser um lugar na plateia.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Para hoje

Dicas rápidas para hoje.
Às 20hs, no MIS, "Panorama Paulista 02", dentro do Festival de Curtas. Entre os curtas deste panorama, "Samba de Quadra", sobre o último grupo de samba caipira existente, no pequeno Município de Quadra, interior de Sao Paulo. Bom programa gratuito.
Também de graça, dentro do projeto "Cedo & Sentado" do Studio SP, Iara Rennó e seu show-ópera baseado em "Macunaíma" . Pelo pouco que vi na Virada Cultural, muitíssimo interessante. 21h.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Clipes do Balaio # 22 - Toca Raul!!!

Há exatos 20 anos morria Raulzito, no apartamento 1003 do Edifício Aliança Flat, na Rua Frei Caneca 1.100, em São Paulo.
Meu primeiro grande ídolo, embora, naquela ocasião, eu mesmo não tivesse essa noção, prestes que estava a completar míseros 11 anos de vida.
A lembrança mais antiga que tenho de Raul vem de uma brincadeira de criança, bem antes de sua morte - embora eu não saiba precisar exatamente o quanto antes - : eu e meu irmão mais novo, David, ouvíamos e nos divertíamos com "Mosca na Sopa" enquanto pulávamos repetidas vezes no colchão de mola de nossos pais. Não lembro como a música chegou até nós. Nem éramos capazes de enxergar o que havia por trás da letra jocosa. A nós, e a tantos outros fãs, bastava a alegria da melodia do compositor que tantas vezes ludibriou a censura e cantarolou suas críticas veladas e ferozes à ditadura militar.
Talvez o acesso a "Mosca na sopa" tenha sido obra de nosso irmão mais velhor, Júnior, esse sim "fãzaço" de Raulzito. Embora na época fôssemos "inimigos mortais", nos dizeres dos então eternos briguentos irmãos, não tenho dúvida que fui fortemente influenciado em meu gosto musical ao ser apresentado à fitas k-7 de Raulzito.
Antes mesmo das tais "fitinhas de música", um LP de meus pais rodava sempre na mesma faixa. O vinil, uma coletânea de diversos sucessos da época, de diversos intérpretes e compositores. A faixa gasta era "Eu Nasci Há 10 Mil Anos Atrás". A riqueza da letra, sua magia, também fizeram minha cabeça pré-adolescente.
Já em 87 - se não me engano - é que soube de fato quem era o tal Raul Seixas. Com mais uma música de minha predileção juvenil: "Cowboy Fora de Lei", com direito a clipe no Fantástico e tudo o mais. O restante só fui descobrindo aos poucos, e somente após sua morte. Perdi a conta de quantas vezes fui, por exemplo, a shows de Roberto Seixas, seu cover mais famoso, onde todos fingiam acreditar se tratar do original para, em transe, repetir "pelos cinco mil autofalantes" todos os hits de Raulzito.
Inegável sua importância para a música brasileira, influenciando tantos outros músicos e estilos, desde seu parceiro Marcelo Nova a Chico Science, passando por Ira! e Raimundos.
Ao lado do mago Paulo Coelho, "fundou" a Sociedade Alternativa, pregou o hedonismo místico de Aleister Crowley (" Faz o que tu queres/Pois é tudo da Lei!") e, numa espécie de "rastro de Voltaire", defendeu o "direito de ser ateu ou de ter fé" em "O Novo Aeon" (vídeo abaixo).
Por tudo isso, e sempre com coragem para as denúncias e críticas ao regime que "apertava nossos 'pés 37' ", Raul Seixas era de fato um filósofo - sem a banalização sofrida por este e outros termos como "poeta", "gênio", etc. -. E ele foi tudo isso!












"TOCA RAUL" NA VIRADA CULTURAL

Na Virada Cultural deste ano, dias 2 e 3 de maio, um dos palcos foi dedicado inteiramente à discografia de Raul Seixas. Vários artistas, de companheiros antigos a fãs influenciados pelo primeiro roqueiro brazuca, revezram-se no palco "Toca Raul" apresentando a discografia completa de Raulzito, na ordem cronológica. O ordem das faixas também era para, a pincípio, ser respeitada pelos intérpretes. Não foi, ao menos no pouco que pude acompanhar.

Belo cenário para a homenagem: ao fundo do palco, a torre da Estação da Luz, em estilo inglês inconfundível, marca a hora certa. Os shows é que não obedeceram muito a pontualidade britânica.

23h. No palco, Edy Star apresenta as canções da "Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta Sessão das 10" (1971), clássico LP coletivo que contava ainda com Sérgio Sampaio e Miriam Batucada, além de Raul Seixas. Entre o público, uma energia muito boa presente em pouquíssimos palcos desta Virada, que somente fez lamentar pelas edições passadas. Mas não nesse palco. Aqui, puxados por Edy Star, todos repetiam "Todo Mundo Está Feliz" [aqui na Terra], uma das faixas do lendário disco. E estavam mesmo. E ignoravam o atraso dos shows seguintes, até mesmo porque para aquele público não faria diferença alguma, já que à exceção de poucos (eu, por exemplo), não cogitavam acompanhar a programação dos outros palcos.

Somente às 23h45, com 50 minutos de atraso, é que um boneco de Raul Seixas é manipulado no palco anunciando a entrada de Nasi, interpretando "Krig-ha-bandolo" (1973), primeiro disco solo de Raulzito, após uma uma breve mas bem sucedida carreira de produtor musical (produziu, entre outros, Sérgio Sampaio e Diana).

Apresentação curta (menos de uma hora de duração) mas o suficiente para empolgar toda a "tribo" presente. Nasi não respeitou a ordem das faixas e precisou tocar outras que não pertenciam ao célebre disco para fazer "volume". O álbum, um de meus prediletos da discografia de Raulzito, ao lado de "Novo Aeon", traz alguns dos maiores sucessos do Maluco Beleza: "Mosca na Sopa" (a primeira que conheci, como já dito), "Metamorfose Ambulante", "Dentadura Postiça", "As Minas do Rei Salomão", "Al Capone", "Rockixe" e "Ouro de Tolo", primeiro grande sucesso da carreira interrompida em 1989.

Fim da apresentação. Quase uma hora da manhã. Fácil perceber a "leveza" no sorriso dos transeuntes após o show, em plena região da Cracolândia. Satisfeito com o que ouvi, brindei a Raulzito e pude ir embora pra outras bandas.

PS: Lamentável a ausência de homenagens ao cantor em São Paulo neste fim de semana. Não há um único palco montado para a data, uma única homenagem sequer.

Raulzito no cinema!

A notícia eu vi no blog do Kid Vinil, dia 08.07. Grande notícia, diga-se.

Um documentário sobre Raulzito, dirigido pelo especialista em documentários Evaldo Mocarzel e pelo talentoso fotógrafo-diretor Walter Carvalho!

"O início, o fim e o meio" foi prometido ainda para esse ano.

É esperar pra conferir!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Paraty, música, pinga


Um tanto em cima da hora.
Mas se mesmo eu, que fiquei sabendo tão tarde do evento estou me arriscando a ir, penso que outros poderão seguir os mesmos passos. Vale a publicação por aqui.
Refiro-me ao Festival da Pinga de Paraty. Nunca tinha ouvido falar. Caiu em minha mão a programação deste ano e, salvo se dois chapas meus que são praticamente sócios da cidade não conseguirem lugar para ficarmos, rumo pra lá nesta sexta-feira.
O festival começou agora há pouco e prossegue até domingo. Pelo pouco que sei da cidade que ainda não conheço e pela programação, poderia ser festival de qualquer outra coisa. Mas melhor ainda que seja da "mardita"!
Chorinho, samba, forró, maracatu. Enfim, boa música folclórica, regional e popular acompanhando as branquinhas, amarelas e temperadas cravo-canela pra "guela" nenhuma botar defeito.
Simbora pra lá. Eis a programação e sigam-me os bons:

QUINTA FEIRA: 20/08
20h00 - Desfile de Abertura - Av. Roberto Silveira - Centro Histórico - Praça da Matriz Banda Santa cecília
Palco:
21h - Apresentação de danças folclóricas
22h - Concurso Rainha do Festival
23h - TRIO VIRGULINO

SEXTA FEIRA: 21/08
18h - Desfile Temático
Palco:
20h - Jongo do Quilombo do Campinho
21h - Maracatu - Plmeira Imperial
23h - ANTÔNIO NÓBREGA

SÁBADO: 22/08
Coreto:
12h30 - Grupo Nova Onda
14h - Ari e Erivelton (Chorinho)
15h30 - Grupo Coquetel do Samba
17h - Grupo Unidos Farta - Cirandeiros 7 Unidos
18h - Choro das 3
Palco Principal:
20h - Ciranda Elétrica
22h - Cia. Dança e Arte Paraty
23h - ALMIR SATER

DOMINGO 23/08
Coreto:
11h - Choro das 3
12h30 - Ilsinho e Violão
14h - Toke Surpresa
15h30 - Coroas Cirandeiros
17h - Haytá
Palco:
21h - Danças Típicas
22h - PIMENTA DO REINO

terça-feira, 14 de julho de 2009

ENGARRAFAVA BRUMAS E COLECIONAVA ARCO-ÍRIS

Lírico. E o lirismo vai muito além do título em "O HOMEM QUE ENGARRAFAVA NUVENS", novo documentário de Lírio Ferreira, sobre HUMBERTO TEIXEIRA, o "Doutor do Baião". Sinestesia completa, seja na música que invade a tela de colorido vivíssimo, seja na poesia construída com edição e montagem perfeitas. A fotografia, por sinal, é um desbunde, obra do cracaço Walter Carvalho.
Após a bela abertura em "cordel", já dando o mote nordestino, o filme parte de alguns "pontos centrais" para nos contar um pouco mais sobre quem foi o "Doutor do Baião". Apresenta-nos o sertão cearense, a cidade de Iguatu, local de origem de Humberto Teixeira. Os costumes locais, sua gente, os personagens típicos da região. O vaqueiro da caatinga e sua veste de couro. A sanfona. O "consertador" de sanfona. O Cordel. A poesia. A música. O baião, que Humberto Teixeira levou para o Rio de Janeiro, urbanizou e, em parceria com Luiz Gonzaga, tornou popular no Brasil todo, conhecido e cultuado no exterior.
Sua filha, a atriz Denise Dumont, é importante figura condutora do documentário, do qual é também produtora. Logo no início, declarando não conhecer com exatidão a devida importância da obra de seu pai e com o objetivo de desvendar para si mesma quem foi o homem público Humberto Teixeira, é ela quem nos guia nessa jornada de descoberta. É ela, aliás, quem entrevista grande parte das personalidades – e são muitas – que desfilam pela tela.
Entre tantos nomes, ora a ilustrar a cultura nordestina, ora a falar diretamente de Teixeira, os saudosos Patativa do Assaré e Sivuca, o maestro Wagner Tiso, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Chico Buarque, Zeca Pagodinho, Lenine, Otto, Gal, Lirinha e seu Cordel do Fogo Encantado, os cearenses Fagner e Belchior, os roqueiros influenciados pelo baião Raul Seixas e Os Mutantes, os internacionais Bebel Gilberto, Forró in the Dark – grupo que toca baião com sucesso em Nova Iorque – e David Byrne, são alguns dos nomes que se revezam na tela, entre uma música e outra, entre uma passagem e outra da vida do doutor pioneiro, como deputado federal e como intelectual, pela defesa dos direitos autorais no Brasil. David Byrne, responsável inclusive pela redescoberta de Tom Zé na década de 90, revela-se grande apaixonado pela música brasileira. É dele a interpretação de uma arrepiante versão em inglês para "Asa Branca"
Vale destacar que Denise não isenta o pai de críticas, o que fica evidente quando toma o forte depoimento de sua mãe, Margarida Dumont, ex-esposa de Teixeira. Pai machista, preconceituoso, que não aceitava a filha como atriz, profissão não condizente com a figura de "moça de família". Marido que interrompe a carreira da própria esposa, também atriz.
São muitas as informações, em parte narradas pela voz do próprio Humberto Teixeira. Tem-se a impressão, em alguns pontos, de se perder o "fio da meada". As peças soltas, porém, vão se encaixando, se assentando no decorrer da narrativa.
A frieza de um comentário escrito como o que se pretende aqui com certeza não traduz a imensa beleza do filme. Como na letra de um baião, a história de Humberto Teixeira é contada com alegria, apesar da tristeza inerente. Lírico. Lirismo que, nesse caso, vem também de Lírio Ferreira. Se o trabalho anterior do diretor – "Cartola" – era "música para os olhos", "O Homem que Engarrafava Nuvens" é poesia para a alma e para o cantinho do cérebro que hospeda a emoção.

PS: tenho dúvidas da imparcialidade desses comentários. Difícil conter um certo exagero. O filme casa de forma bastante coesa grandes paixões minhas: a música (em especial a popular), fotografia (como já dito, do mestre Walter Carvalho), o povo e seus costumes e, evidentemente, o cinema-arte. É ver pra crer!
PPS: o documentário deve estrear no circuito comercial em outubro ou novembro deste ano.

terça-feira, 7 de julho de 2009

O INVERNO E SEUS FESTIVAIS

Entramos em julho e nessa época do ano, em cada vez mais lugares, os tais festivais de inverno pululam.
O mais lembrado é o quarentão Festival de Inverno de Campos do Jordão, que começou fim de semana passado e se estenderá até o dia 26/07. Mas há anos que não piso naquele lugar que, em julho, vira um verdadeiro inferno “a la Amauri Jr”. Arrisco dizer que, excluindo-se os próprios músicos e bolsistas, poucos são os que frequentam o Festival propriamente dito. Lugar para “ver e ser visto”, como classificaria uma “Caras” qualquer. Recordo-me de ter ido, no já distante 1999, a uma “balada” para matar a curiosidade e enfim decidir nunca mais pisar em uma congênere local. Se em 99 paguei 5 reais por uma latinha de Brahma, pergunto-me quando deve custar dez anos depois. R$ 10,00 ?! Fora o trânsito infernal e a superlotação dos restaurantes e bares.
Mas o Festival é mesmo muito bom. Se puder ir pra ficar em uma casa ou pousada afastada da cidade e do caos, dá pra aproveitar (mas reserve a grana, por lá é preciso de uma forma ou de outra!). Dentre tantas atrações com maior ênfase na música de câmara, destaco uma banda da saudosa Tatuí: a Orquestra de Metais Lyra de Tatuí. Bom som o dos moleques!! Recomendo. Atração gratuita!

Pra quem não quer ir a tão longe, gastar bem menos e não se preocupar com “etiqueta” "glamour" e outras pseudofelicidades "pequenoburguesas", pertinho daqui fica a charmosa vila ferroviária de Paranapiacaba, que também dá início a seu festival de inverno no próximo fim de semana, com programação todo sábado e domingo até o final do mês. Programação totalmente gratuita (no site ou no post, abaixo), é necessário chegar com bastante antecedência para se conseguir ingressos. Também há o inconveniente do trânsito e da espera, além do deslocamento obrigatório de ônibus até a vila (há um necessário traslado de ônibus desde o estacionamento, pois este fica a alguns quilômetros para que os carros não cheguem até o centro). Mas vale a pena. A programação forte é a musical, com presença neste ano de Lô Borges, Toquinho, Luciana Melo, Mariana Aydar, Luiza Possi, Na Ozzetti, Daniel Gonzaga, Vander Lee, Vânia Abreu, entre outros nomes locais. Destes vale destacar Flávio Barba, que me surpreendeu com seu som no ano passado, e Kleber Albuquerque.
Há ainda ótimo espaço para o teatro na programação. O espetáculo “Jogando no Quintal” também está entre as atrações
Pra quem quiser e puder esticar até mais longe, tem início amanhã o Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana, em MG. Leia mais a respeito na postagem abaixo!

FESTIVAL DE INVERNO DE PARANAPIACABA 2009

Os ingressos para as apresentações são distribuídos duas horas antes dos shows. Apesar das atividades serem gratuitas, os responsáveis pelo evento sugere que o público doe um agasalho.
Procure chegar para o show na vila com umas 4 horas de antecedência
* Espaço Viradouro: local do vira-máquina, ao lado da antiga estação, onde é montado o espaço das grandes apresentações do festival
**(Clube ULS): considerado o maior clube em madeira. Antigo clube dos ferroviários a 3 quadras da estaçãoESTACIONAMENTO: Bolsão de carros 6km da vila R$ 10,00 (dez reais), o transporte para a vila é gratuito.

DIA – 11 de Julho
13h – Trio Raiz Brasil – Local: U.L.S – Clube União Lyra Serrano
13h – Maestro Maluco – Local: Largo dos Padeiros
14h – Teatro “ O Avarento” – Local: Mercado
15h - Baú de Histórias - Local: Espaço Criança
15h – Lô Borges – Local: Viradouro
16h – Erineu Maranesi - Local: U.L.S – Clube União Lyra Serrano
16h - Maestro Maluco – Local: Largo dos Padeiros
17h - Joca e Regional – Local: Mercado
18h – Toquinho – Local: Viradouro

DIA – 12 DE JULHO
13h- Teatro “El Terrible Segredo” - Local: U.L.S – Clube União Lyra Serrano
13h – Trio Vibração – Local: Largo dos Padeiros
14h – Duo Kleber Albuquerque – Local: Mercado
15h – Uma Historia de Saci - Local: Espaço criança
15h – Coral - – Local: Viradouro
16h – “Las Vergonhas” (Stand Up) - Local: U.L.S – Clube União Lyra Serrano
16h – Trio Vibração – Local: Largo dos Padeiros
17h – Flavio Barba – Local: Mercado
18h – Luciana Mello – Local: Viradouro
DIA – 18 DE JULHO
13h – “3 em ¾” - Local: U.L.S – Clube União Lyra Serrano
13h – Luxo Lixo – Local: Largo dos Padeiros
14h – Teatro “O Asno “ – Local: Mercado
15h – Simão, o Boi Pintado - Local: Espaço Criança
15h – Vânia Bastos – Local: Viradouro
16h – Glau Piva – Local: U.L.S – Clube União Lyra Serrano
16h – Luxo Lixo – Local: Largo dos Padeiros
17h – Tata Alves – Local: Mercado18h – Ná Ozzeti –Local: Viradouro
DIA – 19 DE JULHO
13h – Mariana Aydar– Local: U.L.S – Clube União Lyra Serrano
13h – Grupo Lúmen – Local: Largo dos Padeiros
14h – Thais Helena – Local: Mercado
15h – João Cabeça de Feijão - Local: Espaço criança
15h – Banda Lyra –Local: Viradouro16h – Rubra e Maestro com Banda Gigante – Local: U.L.S – Clube União Lyra Serrano
16h – Grupo Lúmen – Local: Largo dos Padeiros
17h – Teatro “O anel do Senhor” - Local: Mercado
18h – Luíza Possi – Local: Viradouro
DIA – 25 DE JULHO
13h - Daniel Gonzaga – Local: U.L.S – Clube União Lyra Serrano
13h – Cia ½ Trupe – Local: Largo dos Padeiros
14h – Conversa Mole Choro – Local: Mercado
15h – “ O Vovô” – Local: Espaço Criança
15h – Vander Lee – Local: Viradouro
16h – Teatro “ Era uma vez” – Local: U.L.S – Clube União Lyra Serrano
16h – Cia ½ Trupe – Local: Largo dos Padeiros
17h – Mozar – Local: Mercado
18h – Vania Abreu – Local: Viradouro
DIA – 26 DE JULHO
13h – Elder Costa – Local: U.L.S – Clube União Lyra Serrano
13h – Figurinha Carimbada – Local: Espaço Criança
13h – Ciranda Violeira – Local: Largo dos Padeiros
14h – Tunai – Local: Mercado
15h – G DC Infantil – Quem nunca passou por isso! ELD – Local: Espaço Criança
15h – Orquestra de Santo André – Local: Viradouro
16h – Jogando no Quintal – Local: U.L.S – Clube União Lyra Serrano
16h – Jogos Ayurca – Local: Largo dos Padeiros
17h – GDC Adulto Dança – Local : Espaço Criança
17h – Ciranda Violeira – Local: Mercado
18h – Oswaldo Montenegro – Local: Viradouro

FESTIVAL DE INVERNO DE OURO PRETO E MARIANA 2009 - MG

Esta é pra quem pode ir pra longe, tirar uns dias de férias e aproveitar um ótimo som, um ambiente pra lá de agradável, um boteco a noite e um bom clássico do cinema de tarde.
Ainda não consegui conhecer este festival, mas sempre que vou pra Ouro Preto não há quem não me recomende. Um "carnaval" com um nível acima em termos musicais. Mesmo sem ter checado pessoalmente eu aposto minhas fichas pelo que já pude conferir. O povo de lá é impecável nesse tipo de organização. Não, esqueça o carnaval universitário, do qual provavelmente já conheça algo, ainda que apenas por referência. Não me refiro em hipótese alguma às repúblicas de estudantes. Falo de outra coisa. Só para ficarmos em um exemplo, o Insituto Candoguero, também presente no festival, foi o responsável pelo melhor palco do Carnaval passado. Merecerá uma publicação a parte neste blog, em outro momento. Por ora apenas confesso que não poucas vezes chorei, emocionado em estar naquela festa. Samba de verdade, carnaval de verdade. Até para as crianças havia matinê.
Espécie de conservatório local, o Instituto tem alguns grupos musicais dignos de nota, alem do bloco de maracatu que percorre as ladeiras de OP no Carnaval. Lógico que participei deste.
Mas saudades a parte, longe de ser a principal atração. Mas são o núcleo do cortejo de abertura, que inclui ainda outros blocos típicos como a Bandalheira e o Zé Pereira dos Lacaios.
O tema do festival este ano é o Clube da Esquina. Portanto, nomes como Milton Nascimento, Fernando Brant, Beto Guedes e Lô Borges não poderiam faltar. O show de abertura, em Ouro Preto, fica por conta da madrinha do samba, Beth Carvalho (08/07, 21h). também fazem parte da programação musical das duas cidades Joyce, Tavinho Moura, Viola de Folia (recomendadíssimo, outro projeto do Instituto Candoguêro), Daniel Gonzaga, André Mehmari, Yamandú Costa, Brass Band Mèditerranèe (atração francesa) e Moska.
O festival, com programação diária até o dia 26, não se restringe à música. O teatro também é forte presença, inclusive tendo como palco as inúmeras igrejas das duas cidades. Debates, palestras sobre patrimônio natural, exposições de fotografia, intervenções artísticas diversas, boa programação infantil e ótima programação de cinema com algumas “mostras paralelas”.
A Mostra “100 anos de Carmem Miranda” traz filmes como “Banana is my Business”, “Uma Noite no Rio” e “Entre a Loira e a Morena”. O “Cineclube da Esquina” apresenta clássicos tais como “Deus e o Diabo na Terra do Sol” de Glauber Rocha, “Rocco e seus irmãos” de Visconti, “Jules e Jim” de Truffaut, “Acossado” de Godard, “Hiroshima, meu Amor” de Resnais, “Rastros de Ódio” e “O Homem que Matou o Facínora”, de John Ford. A mostra “Cinema de Resistência no Brasil Ontem e Hoje” foca, evidentemente, o cinema marginal brasileiro. Andrea Tonacci (seu “Serras da Desordem” está na programação), Sylvio Lanna e José Sette são alguns dos cineastas representados.
Se alguém aí estava querendo alguma desculpa pra tomar uma cerveja tão longe, acho que dá pra encarar a estrada! Ah, se eu pudesse... quem sabe ano que vem.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

... e não desanima!


A primeira sequencia até poderia ter corte próprio, ser desmembrada do resto do filme, e ainda subsistiria com vida própria. Com outro enfoque, evidentemente, e como curta metragem. Belíssima. Uma espécie de “Sinfonia da Metrópole” atual: o amanhecer no Centro de São Paulo, proximidades do Mercado Municipal, os primeiros trabalhadores, o decorrer do dia no correr da metrópole e, finalmente, o cair da noite. Com foco no centro e na sua gente, com fotografia viva e impressionante, temos um pouco do universo temático de Paulo Vanzolini, compositor paulistaníssimo retratado em “Um Homem de Moral”, de Ricardo Dias.
Quando o filme foca a vida noturna e “Ronda” começa a soar na voz de Márcia, sua mais conhecida intérprete, é que o filme mergulha em definitivo na história de Vanzolini e da criação de suas letras. Bom frisar: “Ronda” com “R” e não com “H”, como frequentemente escrito nos karaokês da Liberdade, onde é hit entre as mais tocadas, como nos informa o próprio compositor.
Em uma de suas primeiras falas Vanzolini nos conta de seu projeto de “prestação de contas” com São Paulo. Tal projeto é o ponto de partida do documentário, o que motivou o diretor a fazê-lo. Uma seleção de algumas de suas canções, que resultou na caixa com 4 CDs lançados em 2003 pela Biscoito Fino. Uma antologia com participação de nomes de peso: Paulinho Nogueira – falecido em agosto de 2003, aqui em uma de suas últimas aparições –, Martinho da Vila – interpretando a hilária “Juízo Final” -, Chico Buarque, Cristina Buarque e Miúcha – cujo pai, Sérgio Buarque de Hollanda, era amigo pessoal de Vanzolini -, Paulinho da Viola, Elton de Medeiros, a afinadíssima Virgínia Rosa, o surpreendente Bando de Macambira – em uma não menos surpreendente “capoeira” -, e, claro, Inezita Barroso e Márcia, além de outros.
Ricardo Dias documenta os preparativos, os ensaios e as gravações também “se aproveitando” de outro vínculo de amizade do retratado. Seu pai também era amigo pessoal do zoólogo-compositor. CDs prontos, realização de um show e sim!, temos mais um “Buena Vista Social Club”, outro “Cafe de los Maestros”... A fórmula se repete, para o bem ou para o mal.
A opção por apresentar algumas músicas e as respectivas explicações do autor sobre a criação delas é interessante, mas limitadora. Mas como o foco é outro, como a intenção é nos apresentar um pouco mais de Vanzolini, tão desconhecido das massas quanto são conhecidas suas músicas, o filme cumpre seu papel. Não é uma cinebiografia, mas uma homenagem com apenas algumas passagens biográficas. E o filme “vende” o que promete. A imagem do homem da ciência, com doutorado em Harvard, mas extremamente próximo do povão, é apresentada. Letrista de talento com sensibilidade marcante. Homem culto com comportamento extremamente simples.
Ricardo conduz a narrativa de forma que o filme, em quase sua totalidade, se desenvolve segundo a fórmula “1) apresentação da canção; 2) explicação sobre a criação da letra; 3) algum convidado interpretando, nos ensaios, na gravação e no show”. Não mais que isso. Mas como as letras são boas e o carisma de Vanzolini – e de seus convidados – é imenso - , é fácil se entregar ao filme. Aqui o crítico se despe de sua chatice e até se emociona em algumas passagens, como a da sequência final. Nesta, por “acidente” ou homenagem, repete a fórmula de outro documentário, “Meu Tempo é Hoje”, sobre Paulinho da Viola: cada verso de “Volta por Cima” é cantarolado por pessoas comuns nas ruas do centro, nos bares, no comércio popular. Até os cenários se repetem: a barbearia e as mesas de sinuca, como no filme sobre Paulinho, também estão aqui.
No geral, um bom filme com uma excelente trilha sonora.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Clipes do Balaio # 20 - Maurice Jarre e "Chaiyya Chaiyya"

O que seria do cinema sem a música?
Desde o cinema mudo a canção tem uma função primordial na telona. Evidentemente esta função mudou muito de lá pra cá e até mesmo o silêncio, a ausência total de músicas, ganhou importância em muitos filmes autorais.
De qualquer forma, inconcebível pensar em cinema totalmente dissociado da música. Há diversos compositores que fizeram sua fama graças à arte das telonas, onde puderam mostrar todo o talento criativo casando perfeitamente seus acordes com os roteiros e a fotografia de outros grandes mestres.

Pois bem, esta introdução se fez necessária para que eu pudesse falar de Maurice Jarre, falecido na segunda feira passada, aos 84 anos.
Maurice foi compositor, em cinco décadas de trabalho, de grandes temas de grandes filmes. Para ficarmos em apenas alguns exemplos: "Lawrence da Arábia" (1962), "Doutor Jivago" (1965), "Passagem para a Índia", (1984), "O tambor". Também compôs as trilhas de "O ano em que vivemos em perigo", "Mad Max 3", "Atração fatal", "A testemunha", "Ghost", entre muitos outros. Foi vencedor de três Oscars, quatro Globos de Ouros, dois BAFTA e Grammy.

É de Maurice Jarre o LADO A desta semana. Aqui ele aparece regendo a execução de seu mais famoso trabalho: o tema do filme "Doutor Jivago".



Também de cinema nosso LADO B.
Aproveitando a "onda indiana" desta semana, um clássico do cinema indiano: "Chaiyya Chaiyya", da trilha do filme "Dil Se", de 1998. Em ritmo de vídeo-clipe (como quase toda cena musical no cinema bollywoodiano), uma viagem de trem vira um espetáculo de dança. Não dá para não rir em muitas cenas, dado o estranhamento causado em nosso olhar ocidental. Mas a sincronia e o ritmo são muito bons. Reparem na perfeita sincronia do rebolado da mocinha (Manisha Koirala) com os acordes musicais, já quase no final do vídeo. Esplêndido!
Dá para não achar divertido?
Bela sequencia, por sinal!


PS: vale a pena conferir o uso dessa música em "O Plano Perfeito", de Spike Lee, já mencionado por aqui quando comentei "Quem quer ser um milionário?". Aqui o link do filme com a canção abrindo a história.

domingo, 22 de março de 2009

Pioneiras

Dentre os links que coloquei à disposição dos leitores deste blog, à direita da tela, há o de um site muitíssimo interessante para quem gosta de música. Trata-se do completo e excelente Gafieiras.

O site é um dos espaços virtuais de uma exposição digna de nota: "Pioneiras". Trata-se da mostra do trabalho de um grupo de fotógrafos criado pelo próprio Gafieiras. Exposição que também pode ser conferida nas mídias indoor nos metrôs (TV Minuto) e ônibus (TVO) de Sampa e em 150 bares de São Paulo e do Rio de Janeiro que integram a rede CineBoteco, acessível, segundo os organizadores, a cerca de 2 milhões de pessoas por dia (ver texto oficial abaixo).

As fotografias têm como objeto cantoras que tiveram início e auge de carreira entre as décadas de 40 a 60, com todas as dificuldades que uma mulher encontrava ao tentar driblar o machismo para se firmar profissionalmente como artista, abrindo caminho para todas as demais cantoras que surgiram e continuam a despontar no cenário musical brasileiro.

Foram clicadas para a exposição as cantoras Ademilde Fonseca, Dóris Monteiro, Alaíde Costa, Claudette Soares, Eudóxia de Barros, As Galvão, Carmélia Alves, Áurea Martins, Claudia Morena, Maricenne Costa, Márcia, Dona Inah e Inezita Barroso - que eu tive o inenarrável prazer de conhecer pessoalmente, por intermédio de sua neta, Fernanda Barroso, e de meu irmão, em uma agradável noite de causos à mesa de um boteco -. Algumas ainda em plena atividade, mas no geral, com pouquíssimas excessões, esquecidas pela grande mídia.
A visita ao site e a leitura dos textos que acompanham os trabalhos é obrigatória para aqueles que prezam pela história de nossa música.

"ANTES DE TUDO, A MÚSICA

"A exposição fotográfica Pioneiras é uma homenagem à música brasileira e, claro, às mulheres. Focaliza 13 artistas de diferentes gêneros musicais que foram pioneiras em assumir o palco como meio de expressão pessoal e artística entre os anos 1940 e início dos anos 1960. Mulheres que romperam as fronteiras firmadas pela sociedade da época, que as condenavam ao universo doméstico ou a determinadas atividades profissionais. Mulheres que materializaram o desejo de serem artistas num meio dominado pelos homens e pelo machismo. Mulheres que contribuíram para que as gerações seguintes enfrentassem menos trânsito para se expressar sobre temas vistos da perspectiva feminina.
"Pioneiras também marca o nascimento deste grupo de sete fotógrafos profissionais que se dedica a registrar e difundir imagens da música brasileira contemporânea. Filiado editorialmente ao Gafieiras, o grupo tem na difusão não-convencional a chave para que este conteúdo fotográfico ultrapasse as galerias e os veículos especializados. A multicolor e sincrética música brasileira tem de circular pelo maior número de pessoas.
"Assim, além de seu site oficial, a exposição Pioneiras estará nas mídias indoor nos metrôs (TV Minuto) e ônibus (TVO) da capital paulista, além dos 150 bares de São Paulo e do Rio de Janeiro que integram a rede CineBoteco. Durante um mês, a partir deste 8 de março de 2009, cerca de 2 milhões de pessoas por dia terão a companhia de Inezita Barroso, Alaíde Costa, Ademilde Fonseca, Dóris Monteiro e outras nove mulheres que, em plena atividade artística, toparam ser clicadas em ambientes extrapalco.
"Atemporal, esta exposição é um convite fotográfico para curtir e descobrir as histórias dessas 13 pioneiras que, antes de tudo, escolheram a música para viver."




Crédito das fotografias publicadas aqui: 1) mão ao piano de Eudóxia de Barros, por Otávio Valle; 2) Alaíde Costa, por João Correia Filho; 3) Claudette Soares, por Fernando Angulo; 4) Inezita Barroso, por Renato Nascimento; e 5) Maricenne Costa, por Fernando Angulo.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Clipes do Balaio # 18: Barcelona!!!

Clipe único nessa semana (escusas, mas de fato tô na correria).
E em retribuição a um pedido meu atendido no Cinemadicto, deixo vocês com o divertido clipe da canção "Barcelona", interpretada por Giulia y los Tellarini - grupo baseado em Barcelona e capitaneado pela italiana Giulia Tellarini - , da trilha do filme "Vicky, Cristina, Barcelona" - trilhas sempre escolhidas a dedo por Woody Allen.